domingo, 30 de janeiro de 2011

Fundamentos Biológicos Saúde Coletiva - Saúde em Cena

DEBATE O ABORTO DOS OUTROS

Projeto Saúde em Cena – exibição do filme o Aborto dos outros.

http://www.oabortodosoutros.com.br/index_pt.html

http://www.oabortodosoutros.com.br/factsh.PDF

Auditório da Faculdade de Saúde

Professores: Fernando Carneiro e Cláudio Lorenzo

Historicamente

Culpa

Oportunidade de ser ouvida – é uma escolha dela

Movimento de mulheres: Luta contra a criminalização

Contexto social e econômico - banalização da mídia

Uma sociedade é abortiva quando sexista: palavras de uma freira, o não questionamento sobre a omissão do homem

Medo da culpalização do olhar do médico

Aborto legal – jurisprudência

Aborto terapêutico – risco de morte –

Lugar do masculino - Construções culturais – corpo – culpa da sensualidade

Bioética

Estatuto moral do embrião diferente de ser criança

Cria-se uma identidade de um embrião a um bebê, uma criança

Nós congelamos embriões

Há sensações diferentes de alguém que faz um abortamento de alguém que mata seu filho/a

O q é humano?

O que é pessoa? Definição médica ou jurídica

Há funções... interesses econômicos – declara morte anencéfalo

Concepção - Embrião – humano em potencial até 12 semanas – sensação nervosa – dilema: vidas de mulheres: diminui sua liberdade, sua autonomia, sustentar outra vida depender do agressor.. Ela escolhe o aborto

Profissionais

Encíclica do século 17 da igreja que embrião em vida

Tomas de Aquino suma teológica adaptação de Aristóteles momento mineral (mulher é terra) homem poe a semente na terra – momento vegetal = embrião – momento animal anima = alma nesse momento é humano não pode interromper

Aborto na Bíblia êxodos 21 punição pensão se gravemente, olho por olho...

Jeremias é um profeta – ele via o ventre – destruir as nações ímpias

Contra doutrinas de interpretação da bíblia

Estatuto moral do embrião: embrião congelado – congelar uma criança

Desigualdade econômica entre aquelas que tem fazem aborto ou congelam embriões daquelas que não tem!

Estudo em Portugal – qualidade de vida e de saúde para as mulheres que fazem aborto seguro

PNA - Pesquisa – sobre aborto – serviço social parceria com o ministério da saúde

Pesquisa com IBOPE em 5 cidades Rede feminista

Pesquisa com URNA

Perguntas:

Risco de banalização – exemplo do terceiro caso do vídeo – a mulher se submeteu ao sexo com o marido – e não procurou “evitar” uma possível gravidez...

Natasha – para evitar a banalização – convite a mulher a fazer uma reflexão sobre com equipe multidisciplinar

Hélio – se há estudos sobre riscos e banalização em países que já autorizaram ou não...

Há uma outra pergunta...

Outro – há motivação financeira tanto aqui quanto em outros países...

Andressa – relato de um jornalista sobre o aborto... estatística

Marcos – considera positivo pois o grande medo é a criminalização

Nadia – há um descontrole sobre a prática do aborto em adolescentes com apoio ou não da família

Comentários da professora movimento de mulheres

Há dominação da mídia banalização do corpo feminino, há um maior empoderamento com a Lei Maria da Penha, cultura de culpa sobre o corpo, sobre a sexualidade feminina. Nosso código civil tem 4 anos de existência e a legalização é tardia, precisa ser descriminalizar, o judiciário precisa estar mais atuante na problemática da sociedade.

Quanto a educação sexual para juventude: sobre dst’s, pílulas do dia seguinte, identidade sexual glbt, - coloca em cena uma nova forma de pensar... numero de gravides diminui aos 30 anos e aumenta aos 14 anos. Cuidados entre homens e mulheres. – preconceitos lugar do masculino no aborto, na concepção, na contracepção, HIV – transmissão vertical – nasceram com o vírus – discussão sobre paternidade e maternidade – criminalização por engravidar com HIV positiva. 4ª causa de morte materna. A confiança e afeto fazem parte... pensar nos contextos da violência de gênero.

Professor – situação quando tem emoção no meio... há julgamentos racionais e preconceituosos quando se está fora... as regras entre casais devem ser burladas – Freud e Lacan – excesso de moralismo ao controle dos corpos. Proposta da áfrica do sul reduz a situação feminina ao econômico – há motivações outras – na França e no Canadá há serviços que garantem a escolha feminina, ... no Brasil o SUS já atende com para tratamento pós citotec para

Resultado autorizados pelo SUS – nenhuma estatística negativa

Estatuto do estupro: após a 1ª guerra mundial – invasão de países; outra classista – com interesses econômicos para filhas abusadas, visão hegemônica é ser macho, branco e cristão, oponho ao papa discriminador livrar o planeta espírito humano do homossexualismo – estimula a diferença – da uma identidade de grupo – agir para renovar as doutrinas – o sexo macula, não goza, homofobia = extremos para Freud do que para Marx.

2ª rodada

Prof Fernando – o tema do aborto no momento político

Natascha – questão do estupro

Comentário professora

Índice de + 20% - pesquisa: pensei q na 1ª vez ao engravidava em mulheres universitárias, em São Paulo – precisa de informações, sobre o corpo, o desejo, o imaginário – é preciso pensar nas subjetividades seus valores – há um controle do corpo para a sexualidade, há muito preconceito – há imaginário de santas e putas diferente do imaginário de garanhão – quanto mais perto de Maria melhor! Processo de mudança é lento... com debates, precisa mudar a mídia brasileira, pelos valores que lhe interessam para o consumo! Hipocrisia no debate do aborto em debate na camara – e se fosse sua filha – sua esposa – neto ou corno! A condição do estupro – o pai, o avô, o tio – difere quando é marido

Quanto ao tema no momento político – é um espaço masculino disputado por uma mulher – que defende o aborto – e que ocupou espaços masculinos – ministério da fazenda, minas e energia, casa civil. Reconhecimento internacional como estadista – desconstrução do masculino – mulher torturada na ditadura. A discussão do aborto surgiu porque a candidata é quem é! Há uma carta sobre a solidarização a uma mulher que realizou aborto.

Professor – a campanha foi obscurantista – na qual se esconde – qual o perfil dessa mulher, parece masculinizada. Foi entregue nas mãos de publicitários... a tal da moral objetiva de Hegel sobre a falta de debates que discutam o outro lado do aborto, critério de política e critério de ética – recuar a discussão sobre o tema, evitar arriscar a censura, mídia dominante.

Hipocrisia útil – para gestar os corpos criando reservas para os íntimos.

Agradecimentos da prof. Graça

Distribuição das cédulas de Gaia sobre pesquisa aborto do PNA

Divulgação do próximo encontro dia 11/11/10

Fundamentos Biológicos Saúde Coletiva - Visitas de Campo


Visitas a Estrutural:

Manhã de sábado: Angélica, Cláudia e Irene. Fomos no microônibus da UnB com parte da equipe de zoonoses. Contamos com a presença de Carol, integrante do Fórum Permanente da Estrutural, que desenvolve um trabalho de educação política junto à comunidade, que atualmente reside e realiza sua pesquisa de doutorado. A primeira vista da Cidade Estrutural é de uma região administrativa como as demais, mas... Conhecemos a área do Lixão, as cooperativas de confecção de bola, o projeto do PETI com as crianças atendidas pela ONG – parceria com projetos de extensão da UnB. Localização das casas construídas com recursos do PAC. A impressão do lixão é impressionante, montanhas de resíduos, pessoas misturadas se confundem com os resíduos, pois se vestem com eles, se expõem ao sol, ao calor, a chuva, ao odor que aprenderam a suportar. Alguns se organizam em cooperativas outros por conta própria. Disputam os resíduos mais valorizados como garrafas pet, ou latas de alumínio. Há um transito intenso e perigoso de caminhões e carretas, há muita violência: racismo ambiental, trabalho infantil, exploração sexual.

Noite de sexta: visita com toda a turma de Gestão em Saúde Coletiva, no ônibus da UnB. Na chegada Vila Estrutural, fomos recepcionados por dois informantes-chaves, dois moradores: um que é agente comunitário do Programa Saúde da Família e outro trabalha na ONG próxima ao Lixão. Contamos com a presença de Carol, integrante do Fórum Permanente da Estrutural, que desenvolve um trabalho de educação política junto à comunidade. A noite não se vê muita coisa, mas sente-se o cheiro, os mosquitos, a lama nos sapatos. Enxerga-se a queima do gás. A vila é um local úmido, com mau cheiro, ruas estreitas, casas pequenas, muitos barracos. Um aglomerado de pessoas em condições indignas de vida.

Oficina de vídeo do Projeto Vidas Paralelas – Semana de Extensão da UnB: participei com minha filha, foi uma experiência muito rica, conhecemos trabalhos de outras realidades e ela, participa ativamente do projeto postando e registrando suas considerações sobre as experiências clicadas, pois esse projeto desperta e incentiva a sensibilidade do olhar do fotógrafo.

Visita a comunidade do Paranoá: foi realizada durante a semana de extensão no turno da noite, onde fomos de ônibus para exibir o filme sobre a favelização dos candangos no DF, mas por dificuldades de comunicação o vídeo não foi exibido, mas o debate aconteceu.

Visita a Fazenda Malunga: Aconteceu num sábado de manhã, juntamente com alunos de outros cursos. Nos dividimos em dois grupos: fazenda e comunidade. Nossa turma ficou no grupo para conhecer os processos de produção de alimentos orgânicos da fazenda, orientados por um funcionário. Tudo foi registrado e postado no site do PVP – Projeto Vidas Paralelas, ao qual faço parte, que retrata o cotidiano de trabalhadores, estudantes em todo o Brasil. O grupo que ficou na associação comunitária, desenhou o mapa do território constituído pelos pontos forte e a fortalecer apontados pelos moradores. Ao final tivemos um almoço muito gostoso com legumes e folhagens orgânicas – um sabor especial outro!

Visita a Cidade Estrutural: 8.1.11 - Essa visita se deu durante um sábado de manhã, para realizar as entrevistas dos grupos que vão contribuir com o Mapa da Injustiça Ambiental. Meu grupo tratou sobre as lutas por melhores condições de vida, e conversamos com moradoras ameaçadas de desapropriação de suas casas por conta do projeto de urbanização do DF – Brasília Sustentável, com o fim do aterro da Estrutural.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Agradecimento


Professora Cláudia,


Agradecidas pela tolerância e discrição.Continue sempre assim: competente, alegre e dinâmica.
Desejamos o melhor para você e um Natal Feliz e um Ano Novo repleto de alegria.
Abraços
Anete, DasDores,Cristiane

sábado, 22 de novembro de 2008

Gincana


1 - A informática é um recurso pedagógico?

Pesquisar em: http://vivenciapedagogica.com.br/informaticarecursopedagogico

http://www.nied.unicamp.br/

Leia e faça uma síntese utilizando o Writer. Formate com fonte 12, justificado.

2 - Conheça o site do MEC http://portal.mec.gov.br/index.php

Utilizando o Impress, construa uma apresentação de slides sobre os pontos que lhe chamou atenção!!!

3 - Vamos jogar? Conhecer links de Pluralidade Cultural, de Sexualidade e Saúde, de Leitura e Escrita? http://www.educarede.org.br/. Clique em educalinks, sugestão: http://www.acordacultura.org.br/

Visite os sites sugeridos, interaja e elabore uma atividade para seus alunos.

4 – Vamos publicar?

Poste no blog suas pesquisas. Visite os blogs dos colegas e comente!

5 - Vá ao Site do MEC: Cadastre-se no Portal do Professor!!! http://portal.mec.gov.br/index.php

6 – Vamos ao cinema? Ou o cinema virá até aqui? http://www.portacurtas.com.br/index.asp

7 - Conheça a web gincana – Construa a sua!!! http://vivenciapedagogica.com.br/webgincana

http://www.goear.com/ pesquisar músicas

http://www.labvirt.fe.usp.br/

WebGincana: a caça ao tesouro na Web

Webgincana é proposta de trabalho com pesquisa na Web, como se fosse uma caça ao tesouro.

De acordo com Jordi Adell, em artigo na Edutec, uma Webgincana consiste em uma página Web com uma série de perguntas e uma lista de sites da Internet para que os alunos possam pesquisar as respostas.

Ao final de uma Webgincana, pode haver também uma pergunta que não tenha respostas nas páginas pesquisadas, mas que ajude os alunos a integrar o conhecimento adquirido durante o processo de pesquisa.

No Brasil, esta possibilidade pedagógica já vem sido discutida e trabalhada pelo professor Jarbas Novelino, também responsável pela divulgação das propostas envolvendo o trabalho com WebQuests.

O professor Jarbas explica a necessidade de uma WebGincana para o trabalho com conteúdos factuais, ou seja, informações que precisam ser armazenadas ou reconhecidas pelos alunos. “Para conteúdos mais exigentes em termos de habilidades cognitivas já existe um modelo bem conhecido, o modelo WebQuest”, orienta ele em seu blog.

Para saber mais sobre o assunto:

http://aprendente.blogspot.com/

http://www.uib.es/depart/gte/revelec.html

http://www.spa3.k12.sc.us/Scavenger.html

Exemplos de Webgincana

http://www.educared.net/

http://llr.animarinhos.vilabol.uol.com.br/

http://tinyurl.com/s6xut

http://leteras.googlepages.com/webgincanaparqueportugal


Por: Mary Grace Martins, em 14/08/2005
http://vivenciapedagogica.com.br/webgincana

A utilização da informática como recurso pedagógico

http://vivenciapedagogica.com.br/informaticarecursopedagogico

Eu nunca ensino aos meus alunos. Somente tento criar condições nas quais eles possam aprender.
Albert Einstein

Estamos vivendo uma época de constantes mudanças, de informações rápidas em que o conhecimento chega até as pessoas de forma muito mais acelerada do que há alguns tempos atrás.

A educação passa pelas mesmas mudanças da sociedade. São diversas as reestruturações, novas propostas pedagógicas, tudo para fazer com que a educação acompanhe o ritmo da evolução e atenda melhor os alunos.

E os alunos já chegam às escolas submersos pelas informações, pela tecnologia proveniente das mídias, da internet e dos games. Essas fontes são estimulantes, atrativas e educativas? Educativas? De que modo?

É possível dizer que a tecnologia auxilia na educação, porém não podemos esquecer o papel do educador nesse processo. A televisão, a internet, o computador em si, trazem muitas coisas boas, mas também, por outro lado, informações inaproveitáveis e de difícil interpretação.

O papel do educador surge neste aspecto como facilitador, mediador entre as informações e os alunos, sendo um auxílio para que eles cheguem até o conhecimento científico, ultrapassando o senso comum. Como afirma Veiga:

É preciso evoluir para se progredir, e a aplicação da informática desenvolve os assuntos com metodologia alternativa, o que muitas vezes auxilia o processo de aprendizagem. O papel então dos professores não é apenas o de transmitir informações, é o de facilitador, mediador da construção do conhecimento. Então, o computador passa a ser o ‘aliado’ do professor na aprendizagem, propiciando transformações no ambiente de aprender e questionando as formas de ensinar ( 2001, p.2).

Diante desse quadro, é possível defendermos a utilização da nformática como recurso pedagógico, tanto da internet, para a realização de pesquisas direcionadas pelo educador e para a comunicação por meio de e-mails, quanto no uso de softwares educacionais de diversos gêneros.

Para José Armando Valente (2002), pesquisador e escritor sobre novas tecnologias na educação, os computadores estão propiciando uma verdadeira revolução no processo ensinoaprendizagem, devido à variedade de softwares para auxílio deste processo, assim como a sua utilização tem provocado vários questionamentos a respeito dos métodos de ensino utilizados. Estes questionamentos são evidentes e talvez já esperados. Afinal, que professor não substituiria um método de aula expositiva, dominando a transmissão de conhecimentos e ensinando o que lhe parece importante, por uma aula atrativa, utilizando o computador, com a oportunidade de interagir com a máquina por meio de sites, softwares e jogos educacionais, ou de viajar pelo mundo pela internet, adquirindo conhecimento sem sair da sala de aula?

A informática é um importante instrumento, que pode ser muito bem aproveitado quando o educador mostrar-se capacitado para a sua utilização como um apoio pedagógico, trazendo a ferramenta tecnológica para proporcionar uma aprendizagem mais interativa, com significado e com os alunos construindo o conhecimento.

De acordo com Valente, o educador deve conhecer o que cada ferramenta tecnológica tem a oferecer e como pode ser explorada em diferentes situações educacionais. A experiência educacional é fundamental e permitirá que sejam selecionadas as ferramentas tecnológicas e as formas de trabalho com o objetivo de uma atuação pedagógica de qualidade.

Quando o educador estiver familiarizado com as questões técnicas da tecnologia, estará capacitado a explorar a informática em atividades pedagógicas com a interação entre os conteúdos de ensino, a desenvolver projetos educacionais com a utilização da informática como apoio pedagógico e saberá desafiar os alunos para que, a partir do projeto que cada um desenvolver, seja possível atingir os objetos pedagógicos que foram determinados em seu planejamento de ensino. Segundo Moran:

O primeiro passo é procurar de todas as formas tornar viável o acesso freqüente e personalizado de professores e alunos às novas tecnologias, notadamente à Internet. É imprescindível que haja salas de aulas conectadas, salas adequadas para a pesquisa, laboratórios bem equipados. (2004, p. 44).

Ainda segundo Moran (2004, p. 44), o computador “[...] nos permite pesquisar, simular situações, testar conhecimentos específicos, descobrir novos conceitos, lugares, idéias”.

Neste aspecto, cabe ao educador direcionar o uso da informática em busca de uma aprendizagem significativa, como o uso de jogos educativos e sites educacionais, e não apenas como uma fonte de recreação.

Desta forma, podemos crer que a informática é um incrível recurso no processo ensino-aprendizagem. Por meio dela é possível realizar ações, desenvolver idéias e construir conhecimentos que, em uma aula tradicional, talvez não fossem desenvolvidos.

A informática é um meio de trabalho atraente, com diversas possibilidades de interação, de comunicação e de crescimento pessoal e educacional. Porém, é responsabilidade do educador, conhecedor e integrado com seu instrumento de trabalho, proporcionar uma interação entre a tecnologia e seus alunos de maneira eficaz, fazendo que eles construam conhecimentos planejados de forma dinâmica e satisfatória.

É inaceitável que existam educadores que se recusam a adaptar seus métodos didáticos com a utilização das novas tecnologias, já que esta se mostra tão eficiente como recurso pedagógico, como reforçam Moran (2004) e Valente (2002).

O fato de alguns educadores não aceitarem a informatização, mostra o despreparo e o medo do novo que permeia as suas didáticas ou talvez a pretensão de acreditarem que seus métodos tradicionais produzem melhores resultados, já que afirmam que o computador dispersa a aprendizagem.

Contudo, é preciso que os educadores entendam a informática na educação como um apoio pedagógico e não como um novo método de ensino; que entendam que com a utilização da informática na sua ação docente será capaz de ampliar o seu papel de propiciar a construção do conhecimento pelos seus alunos.

Podemos citar um caso positivo na utilização da informática o uso do Visual Class como apoio pedagógico: um aluno do 2º ano do ensino fundamental tinha muita dificuldade de aprendizagem em sala de aula. Mas, para surpresa da sua professora, durante as aulas de informática o seu desempenho ultrapassava os seus limites, porque durante as aulas não desenvolveria e nem participava das atividades solicitadas pela professora; e nas aulas de informática, utilizada como complemento pedagógico, realizava as atividades e era um dos primeiros a terminá-las. Em algumas situações, a professora elaborou a mesma atividade aplicada em sala de aula e na informática e o aluno desenvolveu as atividades somente na informática. Questiona-se: seriam os recursos tecnológicos (som, imagem, música etc.) um estímulo a esse aluno? Esse testemunho foi dado pela sua professora durante uma reunião pedagógica, com a minha participação, com o intuito de fazermos uma auto-avaliação com os docentes em relação à utilização da informática na educação.

Nesse projeto, o professor elabora as suas aulas de informática e conta com o apoio do núcleo de informática educacional, ressaltando, que antes da implantação do projeto, todos os professores foram capacitados. E, para Valente (2002), o docente deve trabalhar nas aulas de informática e não um técnico.

Moran (2004, p. 46) afirma que o professor:

[...] de educador, que dita conteúdo, transforma-se em orientador de aprendizagem, em gerenciador de pesquisa e comunicação, dentro e fora da sala de aula...

Espero poder compartilhar esta conversa com meus colegas de profissão, para que reflitam a respeito da utilização da informática como recurso pedagógico e que os mesmos tenham a disposição para aventurar-se em “mudanças construtivas”, visando a uma transformação, pois, como diz Paulo Freire, somos seres inacabados, portanto em busca constante de aperfeiçoamento.

REFERÊNCIAS

FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança. 11. ed. São Paulo : Paz e Terra, 1992.

MORAN, José Manuel. Ensino e aprendizagem inovadora com tecnologias audiovisuais e telemáticas. In: Moran, José Manuel, MASETTO, Marcos Tarciso, BEHRENS, Marilda A. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 8. ed. Campinas : Papirus, 2004. p. 11-63.

VALENTE, José Armando. O computador como ferramenta educacional. Disponível em Acesso em 19 abr. 2007.

VALENTE, José Armando. Computadores e Conhecimento: Repensando a Educação. Campinas : Nied, 1995. p. 21-76. VEIGA, Marise Schmidt. Computador e Educação? Uma ótima combinação. In: BELLO, José Luiz de Paiva. Pedagogia
em foco. Petrópolis – RJ, 2001. Disponível em :
Acesso em: 19 abr. 2007.

Ronaldo Garcia Almeida é Bacharel em Ciência da Computação (UNIMAR), Especialista em Informática na Educação (UEL), aluno especial do Mestrado em Educação (UEL), Docente das Faculdades Ranchariense e Coordenador de Informática Educacional da Prefeitura de Quatá/SP.

Conheça alguns projetos desenvolvidos com Visual Class.

sábado, 18 de outubro de 2008

Permacultura - Casas de Superadobe




Fonte: http://www.ecocentro.org/


Superadobe - Saiba mais sobre esta técnica de construção de baixo custo e baixo impacto ambiental! 28/05/2007




A técnica do superadobe foi desenvolvida nos anos 80 pelo iraniano, radicado nos Estados Unidos, Nader Khalili. As paredes são erguidas simplesmente com sacos preenchidos com subsolo. As construções feitas com esta técnica são sólidas como uma rocha, podendo resistir até a terremotos. São, também, construções com grande isolamento térmico.O superadobe é, talvez, a maneira mais simples de construir com terra, pois não é necessário fazer qualquer teste com o material, não é preciso peneirar a terra, nem moldá-la e nem acrescentar palha. As paredes são erguidas muito rapidamente, mas é preciso ter uma equipe de pelo menos cinco pessoas.





Sistema construtivo




O superadobe necessita de ferramentas simples para sua execução:- um pedaço de cano que servirá como funil (tubo de PVC de 250 mm é o ideal)- pedaços de sacos de polipropileno (servem também sacos de adubo),- soquetes- arame farpado (colocado entre as camadas)- baldes- marretas de borracha para aprumar as fiadas. O saco usado para erguer as paredes é um grande rolo de polipropileno (bobina) com aproximadamente 50 cm de largura. O rolo é cortado em pedaços do comprimento da parede a ser construída, deixando-se uma pequena sobra em cada ponta para fazer o acabamento.Este grande saco vai sendo preenchido com terra, com a ajuda de um cano que funciona como um funil. Assim vão sendo formadas as “fiadas” (camadas) que depois são - bem - socadas, cobertas por outra fiada e assim sucessivamente, até a parede ser completamente erguida.


Dicas da tecnologia


As paredes devem ser isoladas do contato com o chão, para evitar problemas com umidade. Como fazemos isso? Simples, utilizando o próprio superadobe, só que em lugar de terra usamos areia e cimento, na proporção 9/1, nas primeiras fiadas, até acima do nível do solo. É muito importante que as fiadas sejam muito bem socadas. Quanto mais compactada, melhor será a sua parede. Sempre fique atento ao prumo!As paredes de superadobe são estruturais, portanto dispensam a construção de pilares ou vigas, e permitem instalações elétricas e hidráulicas embutidas ou aparentes.Após a remoção do saco, o recomendado é a utilização de um reboco natural.Descubra TUDO sobre o superadobe: colocação de janelas, telhados, remoção adequada do saco, preparo do reboco, instalação elétrica e outras dicas, diretamente da fonte, participando do BioConstruindo 2007 – O primeiro e maior evento de construção natural da América Latina!


Já em sua 7ª Edição!Acesse o site do curso para mais informações:BioConstruindo 2007